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I Ching - O Oráculo das Estratégias

 

I CHING - A ARTE DE TRAZER O CÉU PARA A TERRA

Muita gente já ouviu falar do I Ching. Sabe que é um livro de sabedoria chinês, muito antigo, com uma porção de símbolos cheios de risquinhos, que a pessoa joga umas moedas e ele prevê o futuro. Enfim, uma espécie de realejo exótico com um periquito esperto de olhos puxados.

O I Ching de fato é um livro, que no entanto exigiu séculos de sucessivas contribuições de diferentes escolas de pensamento da China antiga até tomar sua forma final. As camadas mais antigas do seu texto datam aproximadamente de 1150 AC. Esses textos se organizam em torno de 64 símbolos de seis linhas paralelas - os chamados de hexagramas -, onde as de tipo contínuo representam o princípio Yang, masculino, ou do Céu, e as descontínuas o princípio Yin, feminino ou da Terra.

O mínimo que se pode dizer a respeito do I Ching é de que ele é como que a espinha dorsal de toda a Ciência clássica chinesa. Através dele que se estruturaram a Acupuntura, o Do-In, alguma artes marciais como o Tai-Chi-Chuan, e por aí afora. Porém não sejamos ingênuos: não foi por nenhuma dessas veneráveis façanhas que ele ficou conhecido entre nós, senão por sua utilização como oráculo - a verdade é essa.

Como oráculo, no entanto, o I Ching é bem diferente dos Ocidentais, pela enorme importância atribuída à vontade e ao livre-arbítrio. Do seu ponto de vista, se uma pessoa, por exemplo, se encontra numa situação confusa, confusa está ela, porque a realidade enquanto tal é perfeita. O que estaria provocando a desarmonia seria o conflito da sua vontade com as possibilidades reais da situação. Mas como para o I Ching o Homem é filho do Céu e da Terra, todo problema por definição tem solução; bastaria apenas "ouvir" o que a situação pede ou permite em termos de ação!

Para o I Ching sabedoria nada mais seria do que se ser "feminino" em relação ao Céu, e "masculino" em relação à Terra. Em outras palavras: a pessoa ser dócil, aberta, receptiva - à ordem cósmica, às leis da natureza, ou a uma situação real tal qual ela se apresenta -, e depois, e só depois..., agir no concreto, aplicando com eficácia o que a própria realidade lhe ensinou.

Portanto, enquanto oráculo, ele se propõe apenas como uma espécie de sextante de navegação, com cujas leituras celestes poderíamos orientar nossas ações terrenas... de maneira a refletirem com precisão e limpidez o princípio superior que as sustém.

ION DE FREITAS FILHO é mestre I CHING, consultor para muitas celebridades no Brasil, especialmente na área da moda. Reside em São Paulo, e eventualmente viaja pelo país ministrando Cursos e disseminando este incrível conhecimento.

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